14 de novembro de 2011

Um Tempo


Um tempo todo novo, todo meu, todo por acontecer,
todo para viver, todo para amar.
Um tempo novo me dá o Senhor.
Um tempo novo para quem não tem tempo.
Um tempo para quem tem muitas ocupações.
Um tempo para quem quer viver.
Um tempo para quem não quer morrer.
Um tempo novo me é dado para que não
me queixe por falta de tempo.
Para que não me amedronte por me faltarem os dias.
Um tempo novo para poder estrear-me.
Neste início de ano é-me dado um tempo todo infinito para uma
infinidade de coisas que podem, devem e têm que ser feitas.
Sim um tempo me é dado para vigiar.
Para velar. Para estar alerta.
Não sei o que vai acontecer, não sei por onde vou passar,
não sei o que vou viver.
Sei que tenho um tempo e que este tempo é tempo de vigilância.
Não posso deixar o inimigo entrar em minhas muralhas.
Não posso deixar que o desânimo me ataque.
Não posso deixar que vença o desalento.
Não posso permitir o sucesso da tristeza.
Não posso deixar-me levar pela preguiça.
Não posso resignar-me à realidade apresentada pelos factos.
Não posso permitir o cansaço.
Não quero e não quero e não vou querer nunca que me seja
imposta a montanha das ocupações que me fazem crer que
não tenho tempo para viver, nem quero, nem vou querer,
nem vou permitir que as ocupações não
sejam vida e vida em plenitude.
Não me falta tempo para viver e as minhas ocupações não são
coisas fora da vida nem lugar de ninguém onde vivo aprisionado.
Não e não. Tenho tempo, muito tempo, e não me vou cansar,
nem deixar que o meu trabalho, as minhas responsabilidades,
as ocupações da minha vida se tornem o aborrecimento
que me impede a vida.
Vou estar alerta, vigiando cada instante para que
em todos os instantes viva a vida toda.

Autor: Manecas
http://manecas-azul.blogspot.com

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