17 de novembro de 2011

Receita de Vida


Na busca de motivos para algo que deu errado,
nós somos campeões em apontar culpados.
Pena que não paramos para refletir sobre os fatos.
Na maioria das vezes,
temos medo de chegar até o verdadeiro culpado,
pois quase sempre, o único culpado,
somos nós mesmos.

Nós somos responsáveis pelo que plantamos,
mas quase sempre, na hora da colheita,
queremos "terceirizar o serviço",
arrumar uma "besta de carga" que carregue os fardos,
que deveriam ir no nosso lombo.

Se a colheita for de bons frutos,
fazemos questão de levar os mais doces,
se vier com elogios, ainda que falsos,
amamos e sorrimos...
Mas, venham com críticas para ver!!!
Viramos bicho, ou nos escondemos,
ficamos de mal, juramos até vingança...

Crianças, eternas crianças,
que a dor precisa polir e remendar várias vezes,
para que a lição seja aprendida de fato.

Não quer mais sofrer?
Então, acostume-se a levar todos os frutos da sua vida,
os bons e os maus,
os perfumados e os fedidos,
todos no mesmo balaio até a porta da sua casa.

Lá chegando, separe o que presta
e o que não presta, examine-se!
Veja o que fez de errado, onde faltou adubo,
atenção, dedicação, carinho, amor...
Jogue então na lixeira do tempo o que não serve,
entre na sua casa sem este peso,
apenas com a experiência de quem aprendeu.
Assim, toda a dor, todos os espinhos,
serão suportáveis, passaram mais rápido,
e os momentos felizes, serão cada vez mais frequentes.

Esta é uma receita de vida,
seu resultado poderá variar de pessoa a pessoa,
mas o resultado, quase sempre será um belo bolo.

Autor: Paulo Roberto Gaefke
www.meuanjo.com.br

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2 comentários:

Morgana disse...

Querida amiga Suely, vim agradecer o belíssimo comentario , adorei, ri muito, aquela parte da fonte no apartamento. Obrigada por tudo e um abração da sua amiga Morgana!

Leh disse...

Querida Suely,

seu espaço está lindo!

O texto que compartilha lembra uma citação de Einstein:
"Fazendo a mesma coisa dia após dia, não há de se esperar resultados diferentes."

Não é possível ser feliz, nem fazer os outros felizes na passividade.

Obrigada pelo texto!

Beijos