16 de abril de 2011

Somos Dois


Tem dias que levantamos e parece que somos duas pessoas bem diferentes, uma quer levantar e fazer tudo bonitinho, quer acordar mais cedo fazer uma prece de agradecimento, fazer uma caminhada, tomar um café da manhã tranqüilo e em paz, abraçar carinhosamente a família e sorrir. Já a nossa outra metade é comprometida com a sociedade e precisa representar o papel de "gente grande", então levantamos de mau-humor e já reclamando da vida porque estamos com sono, esquecemos a prece e nem café tomamos, caminhada nem pensar, não dá tempo...

Olha só quem vai trabalhar: não, não é a nossa melhor parte, aquela que queria fazer tudo direitinho, é a nossa parte "gente grande" que vai para a escola ou trabalho, é esse "pedaço adulto" que nós temos e que nos prende a certas regras que até o nosso sorriso tem que ser "escondido", a nossa vontade de comer alguma coisa é controlada, nosso amor pelas pessoas é controlado, nossos sonhos são controlados, nossa vida está sob controle da sociedade.

Por quê não mudar?
A resposta é que podemos mudar tudo, menos o que já aconteceu, então esquecer o passado é fundamental (mesmo que esse passado tenha sido ontem apenas).
A resposta é que não precisamos sofrer, podemos tirar lições das dores e não fazermos dramas das situações, os fatos são apenas os fatos e devem ser analisados como eles são. A resposta é sim! podemos ter quase tudo, e dentro desse quase tudo, que seja tudo do bom e do melhor, mas não basta querer, tem que querer de maneira certa, de maneira racional.

Veja uma coisa simples, milhares de pessoas vivem desesperadas atrás de dinheiro, o dinheiro é importante? Claro que é, mas como veículo de obter sonhos, de garantir uma vida mais tranqüila através da satisfação dos nossos desejos, mas o fim, aquilo que queremos conquistar não é e nem pode ser o dinheiro porque ninguém pode comer o dinheiro, nadar no dinheiro, cozinhar o dinheiro e fazer amor com uma nota de cem, então não é o dinheiro que você tem que desejar, não é o dinheiro que você tem que buscar, são os seus sonhos, é aquele carro novo, aquele apartamento, aquela casa na praia, e não o dinheiro. Dinheiro é instrumento, é chegar na sua mão e passar para outra que vai passar para outro e deve voltar na sua mão, formando um círculo de abundância e prosperidade.

Ainda hoje, leve para casa a sua outra personalidade, aquela que sonha com coisas boas, aquela que quer fazer as coisas do jeito que você realmente sonha, deixe trancado no armário o seu lado "gente grande", prende essa pessoa lá dentro e vá viver a sua vida com amor, com prosperidade, com amigos sinceros e muita paz, afinal, paz não tem preço. Pense nisso.

Autor: Paulo Roberto Gaefke
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